
Mais do que uma competição, o Torneio Antônio de Pádua Teixeira “Pão” é uma homenagem àqueles que ajudaram a construir a história do basquete patense. Em sua 16ª edição, o campeonato reúne atletas de diferentes gerações, movimenta equipes de várias cidades da região e reforça um objetivo que vai muito além do placar: manter o esporte vivo.
À frente da organização está a ASBAV (Associação de Basquete de Veteranos de Patos de Minas), representada por Luís Carlos Cardoso, responsável pelo planejamento e coordenação dos torneios.
Um nome que marcou gerações
Segundo Luís, a ideia de dar ao torneio o nome de Antônio de Pádua Teixeira, o “Pão”, nasceu da vontade de eternizar alguém que dedicou boa parte da vida ao desenvolvimento do basquete em Patos de Minas. Professor apaixonado pelo esporte, Pão foi um dos grandes incentivadores da modalidade em escolas como o Colégio Estadual Professor Zama Maciel, Colégio Polivalente e UNIPAM. Também esteve presente nas Olimpíadas Estudantis Patenses, nos Jogos do Interior de Minas (JIMI), em torneios independentes e nas tradicionais escolinhas do PTC e do CEU. Além de professor, era também um excelente jogador e um dos idealizadores da própria ASBAV. Até 2018, cada edição homenageava uma personalidade diferente do basquete local. A partir de 2019, a associação decidiu que todos os torneios passariam a levar permanentemente o nome de Antônio de Pádua “Pão”, mantendo também uma homenagem anual a pessoas ou instituições que contribuíram para a modalidade.
A homenageada de 2026
Neste ano, a escolhida foi Lucilene Ventura, a “Xuxa”, uma das referências do basquete feminino em Patos de Minas. Sua história começou em 1988, no Colégio Polivalente, durante as Olimpíadas Estudantis Patenses. Pouco tempo depois passou a integrar a escolinha do Colégio Fonseca Rodrigues (Fo-Ro), onde iniciou uma trajetória marcada por títulos e grandes competições. Em 1992, foi convocada para representar Minas Gerais nos Jogos Escolares Brasileiros, em Blumenau (SC). Durante a competição, recebeu um convite para integrar a Seleção Brasileira Infantojuvenil — uma oportunidade que, por circunstâncias da época, não pôde aceitar, mas que permanece como um dos maiores reconhecimentos de sua carreira. A paixão pelo basquete continuou fora das quadras. Em 1998, iniciou sua trajetória na arbitragem, primeiro como mesária e depois como árbitra, função que exerce até hoje, contribuindo para o crescimento da modalidade.
Uma tradição que chega à 16ª edição
Desde que Luís assumiu a organização dos torneios, em parceria com o Caiçaras Country Club, esta será a 16ª edição da competição. Ao longo dos anos, diversas personalidades já foram homenageadas, entre elas André Zago (Dedé Zago), Lauro Noronha, Marcos Barros, Alfeu Gontijo, Leonardo Pereira, Luís Cardoso, Paulo Noronha, Vanderlei Resende, André Santos, Alisson Sousa, Família Vergutz, Empresa DB, professor Luiz Humberto, professor Fabrício Ferreira e Antônio Lamounier.
Cerca de 230 atletas em quadra
A expectativa é reunir aproximadamente 230 atletas, número que ainda pode aumentar até o encerramento das inscrições. As disputas serão divididas em três categorias:
- Livre – cerca de 120 atletas
- Master 35+ – aproximadamente 50 atletas
- Master 45+ – cerca de 60 atletas
Ao todo, serão 19 equipes disputando o título:
- 9 equipes na categoria Livre;
- 4 equipes no Master 35+;
- 6 equipes no Master 45+.
Além das equipes de Patos de Minas, o torneio contará com atletas de Presidente Olegário, Carmo do Paranaíba, São Gotardo, Guimarânia, Patrocínio, Coromandel e Monte Carmelo.
A competição tem previsão de duração de aproximadamente quatro meses.
Muito além dos veteranos
Apesar do nome, a ASBAV não atua apenas com atletas veteranos. Criada em 2001, a associação nasceu da iniciativa de jogadores que sentiam falta de competições organizadas. Na época, existiam apenas os tradicionais jogos informais entre amigos. O objetivo era promover torneios, aproximar gerações e fortalecer o basquete na cidade. Hoje, além das categorias Master, a associação também organiza competições da categoria Livre, incentivando atletas mais jovens a participarem. Durante o ano, a entidade ainda promove torneios amistosos e está retomando o tradicional Integração de Basquete Master Minas/São Paulo, que reunirá equipes de Patos de Minas, Uberaba, Uberlândia e Ituiutaba.
O basquete vive um bom momento
Para Luís, o cenário atual do basquete em Patos de Minas é bastante positivo. Ele destaca o trabalho desenvolvido pelas escolinhas do Caiçaras, CEU, Colégio Marista, Colégio Nossa Senhora das Graças (CNSG) e pela FAF, que também incentiva a modalidade nas escolas Norma Borges e Paulina Porto. Além disso, competições como os Jogos Universitários e os Jogos Escolares Mineiros ajudam a despertar o interesse de novos atletas. Mesmo assim, ele acredita que ainda há espaço para crescer.
“O atleta não quer apenas treinar. Ele quer competir”, resume.
Segundo ele, ampliar o número de campeonatos e fortalecer o apoio às escolinhas esportivas são passos fundamentais para o desenvolvimento não apenas do basquete, mas de outras modalidades.
Caiçaras e PTC: pilares do basquete patense
Ao falar sobre a história do basquete em Patos de Minas, Luís faz questão de destacar o papel de duas instituições que ajudaram a formar gerações de atletas: o Caiçaras Country Club e o Patos Tênis Clube (PTC). Segundo ele, durante décadas os dois clubes foram responsáveis por incentivar a prática da modalidade, oferecendo estrutura para treinamentos, escolinhas e competições que revelaram inúmeros talentos da cidade. “O PTC e o Caiçaras sempre tiveram um papel fundamental na formação de atletas e na realização de torneios. Grande parte da história do basquete patense passou por essas quadras”, destaca. Atualmente, o Caiçaras continua sendo um importante parceiro da ASBAV, sediando a competição e mantendo viva a tradição do esporte no clube. Para Luís, preservar esse legado é uma forma de reconhecer quem ajudou a construir a história do basquete em Patos de Minas e criar oportunidades para que novas gerações continuem escrevendo esse capítulo.
O maior desafio
Como acontece com muitos projetos esportivos, o principal obstáculo continua sendo o financeiro. A realização do torneio depende das inscrições dos atletas e do apoio de empresas parceiras.
O que motiva quem organiza
Embora tenha jogado futsal durante a juventude, Luís voltou ao basquete em 2011, após Marcelo Amorim o convidar para participar das tradicionais partidas no Caiçaras. No ano seguinte, assumiu a organização dos torneios da ASBAV.O que o faz continuar, segundo ele, é acompanhar o surgimento de novos atletas.
“Ver jovens saindo das escolinhas para disputar campeonatos, acompanhar a alegria, o espírito competitivo e a amizade que o esporte proporciona é o que nos motiva a continuar.”
Mais do que uma competição, o Torneio Antônio de Pádua “Pão” representa o encontro entre passado, presente e futuro do basquete patense — mantendo viva a memória de quem ajudou a construir essa história e incentivando novas gerações a escreverem os próximos capítulos.
16º Torneio Antônio de Pádua Teixeira “Pão”
Homenageada: Lucilene Ventura ”Xuxa”
🗓️ 18/07/2026
📍Caiçaras Country Club
Acompanhe a programação dos jogos, o OiPatos disponibilizará a tabela completa e sempre atualizada em: www.oipatos.com.br/eventos/esporte/basquete/







